Câncer Gástrico em pauta!


O câncer gástrico é o terceiro tumor do trato gastrintestinal mais frequente no país, sendo que, a incidência nos homens é 1,5 vezes maior do que nas mulheres. A faixa etária mais atingida vai dos 50 aos 70 anos de idade, onde cerca de dois terços dos casos são diagnosticados em pessoas acima de 65 anos.
Habitualmente, nas fases iniciais não há sintomas. Quando existem, podem ser confundidos com gastrites e indisposições digestivas que melhoram com o uso de antiácidos e de bloqueadores da produção de ácido.
Estamos falando de sinais como: dor abdominal, queimação e azia, náuseas, vômitos e sensação de estômago cheio, perda de peso e sangramento digestivo.
Se perdida a oportunidade do diagnóstico precoce, o crescimento se torna mais rápido, e o tumor pode formar úlceras na mucosa, penetrando as camadas mais profundas do estômago, atingindo os linfonodos responsáveis pela drenagem linfática.
Ao expandir, é possível que o câncer invada órgãos vizinhos por proximidade: esôfago, duodeno, pâncreas e baço.
Em casos de doença metastática podem surgir sintomas como: pele amarelada, náuseas, vômitos e emagrecimento sugestivos de acometimento no fígado; aumento do volume abdominal causado pelo acúmulo de líquido na cavidade, falta de ar e tosse. Vamos aos fatores de risco:
Dieta - A alimentação está diretamente ligada aos fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver esse tipo de tumor. Alimentos mal armazenados ou preservados de forma antiga, principalmente os salgados, os defumados e os embutidos são os mais prejudiciais. A refrigeração para preservação mais adequada dos alimentos, bem como maior consumo de vegetais e frutas frescas, parece reduzir a incidência do câncer gástrico!
Infecção por Helicobacter pylori - O Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria anteriormente correlacionada somente com as gastrites e úlceras gastroduodenais. Estudos mais recentes, entretanto, sugerem que ela é capaz de causar alterações pré-malignas na mucosa do estômago, que podem aumentar o risco de câncer. É importante deixar claro que a presença de H. pylori no estômago não quer dizer que a pessoa desenvolverá câncer gástrico. Em realidade, o aumento no risco de desenvolver câncer gástrico é muito pequeno.
Pólipos no estômago - São bem mais raros do que no intestino grosso. Entre eles, os pólipos adenomatosos representam maior risco.
Fumo - O risco de câncer de estômago em fumantes é duas ou mais vezes maior do que em não fumantes.
Gastrite atrófica e anemia perniciosa - A gastrite atrófica, rara, leva a um maior risco de câncer de estômago. História familiar e origem - Existe um tipo de câncer gástrico muito mais raro, que aparece com mais frequência em jovens de famílias com diversos casos dessa doença.
Considera-seConsidera-se o câncer gástrico familiar quando o tumor for do tipo indiferenciado (mucocelular ou células em anel de sinete) e houver pelo menos dois casos do mesmo tipo de câncer em consanguíneos diretos, sendo um deles jovem, com menos de 40 anos.
Pessoas de origem asiática correm mais risco de desenvolver câncer de estômago. Quando emigram para o Ocidente, no entanto, ocorre diminuição progressiva da incidência nas gerações subsequentes, fenômeno explicável especialmente pela adoção de outros hábitos alimentares.
Diagnóstico
O principal exame para diagnosticar tumores malignos no estômago é a endoscopia digestiva alta, seguida de biópsia e exame anatomopatológico. Mas outros exames também são importantes para avaliar a extensão do tumor, tais quais: Ultrassonografia endoscópica; Tomografia computadorizada; Ressonância magnética.
Tratamento
O tipo de tratamento é definido a partir do estádio em que a doença se apresenta. Em casos mais iniciais a recomendação é o tratamento por ressecção endoscópica e cirurgia.
Conforme o tumor esteja mais profundo e as condições clínicas do paciente, iniciamos por quimioterapia e cirurgia posteriormente. Pacientes com tratamento cirúrgico realizado primeiramente podem necessitar de radioterapia complementar ao tratamento quimioterápico.
É fundamental que o paciente com histórico de neoplasia gástrica seja tratado e acompanhado por equipe médica especializada e um time multidisciplinar, especialmente de nutricionistas e psicólogos.




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